Nos últimos 5 dias eu andei por aqui, no meio da floresta, às vezes acompanhado mas maioritariamente sozinho. Em alguns lugares a floresta é tão densa que nem consigo ver os meus pés, os sons vêm de todo o lado: do ar; das árvores; da vegetação; dos animais, alguns correm à minha frente. Às vezes sinto que estou a ser observado por algo escondido entre a vegetação, pode ser algo tão pequeno como um esquilo ou tão grande como um urso, tão inofensivo como uma marmota ou perigoso como um puma. Para ser sincero não me importo, eu sinto que pertenço aqui e que nada é estranho para mim! Eu sei, sei mesmo que numa qualquer vida passada a floresta foi a minha casa onde eu vivia livre com a minha tribo, sem ganância, sem sentimentos maus, onde só havia lugar para o amor. Assim, eu sinto que a floresta vai proteger-me enquanto eu estiver por aqui! No meu quinto dia eu vi dois ursos e estava sozinho. O segundo disse-me para não ir tão perto, eu respeite-o, dei alguns passos atrás e fiquei a observá-lo por uns 20 minutos, só eu, ele e a nossa floresta selvagem. Depois algumas pessoas chegaram e o circo começou!


Dia 1 (10,3 km) – Cheguei ao monumento na fronteira com o Canadá e nadei sozinho e nu no lago a 10 km do monumento;
Dia 2 (38,9 km) – Recebi o meu trail name, agora sou o Juicy Fruit e não mais o Fábio;
Dia 3 (32,6 km) – Passou um bambi a correr em frente à minha tenda enquanto eu observava a chuva lá fora;
Dia 4 (48,1 km) – Vi 2 ursos e estava sozinho;
Dia 5 (8,2 km) – Tomei o meu primeiro banho: 2,5 minutos, 1 $.

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– Todas as fotos neste artigo foram tiradas com o Samsung Galaxy S10.